inaf / inaf matemática 2002
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Pesquisa mostra que apenas 3% dos brasileiros são analfabetos absolutos em matemática |
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O 2º Inaf – Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional, divulgado pelo Instituto Paulo Montenegro, mostra que o brasileiro se sai melhor em cálculo do que em Língua Portuguesa.
O Instituto Paulo Montenegro divulgou o 2º Inaf, que mede as habilidades matemáticas do brasileiro em todo o país. Em 2001, o Instituto divulgou o indicador nacional que mediu a habilidade do brasileiro em relação à Língua Portuguesa.
A pesquisa de alfabetismo em matématica, realizada em parceria com o IBOPE Opinião e com a ONG Ação Educativa, foi feita em novembro com 2.000 pessoas entre 15 e 64 anos de idade, essa mostra corresponde a mais de 110 milhões de brasileiros. “O 2º Inaf mostra que 3% dos entrevistados são analfabetos absolutos em matemática. Ou seja, não dominam habilidades simples como ler o preço de produtos ou anotar o número de um telefone que lhe foi ditado”, diz Fábio Montenegro, secretário-executivo do Instituto Paulo Montenegro.
“O 2º Inaf oferece informações para que seja aberto um debate sobre a eficiência do ensino brasileiro. Comparado à pesquisa anterior, sobre a habilidade do brasileiro em leitura e escrita, constatamos que ele tem mais facilidade na leitura de números do que na de palavras”, explica Carlos Augusto Montenegro, presidente do grupo IBOPE. O 1º Inaf apurou que 9% dos brasileiros são analfabetos absolutos em leitura e escrita.
32% se encontram no nível 1 (rudimentar) de alfabetismo matemático: acertam as tarefas de leitura de números até a ordem de grandeza dos milhares e números com duas casas decimais de uso freqüente em contextos específicos: preços, horários, instrumentos de medida simples (relógio, fita métrica).
44% estão no nível 2 (básico): conseguem ler números naturais e são capazes de ler e comparar números decimais que se refiram a preços, contar dinheiro e fazer troco. Também são capazes de fazer operações usuais de adição e subtração, e mesmo multiplicação quando não conjugada com outras operações.
21% atingiram o nível 3 (pleno): O que distingue o desempenho dos entrevistados classificados no nível 3 é a capacidade de elaborar e/ou adotar e controlar uma estratégia de resolução de problemas que demandam a execução de uma série de operações.
Os entrevistados foram submetidos a tarefas de complexidade variada que demandavam habilidades de leitura de números e outras representações matemáticas de uso freqüente (gráficos, tabelas, escalas etc.) e solução de situações-problema envolvendo operações aritméticas simples (adição, subtração, multiplicação e divisão), raciocínio proporcional, cálculo de porcentagem, medidas de tempo, massa, comprimento e área.
Escolarização tem influência decisiva no alfabetismo matemático A exemplo do que foi detectado na pesquisa realizada em 2001, que focalizava habilidades de leitura e escrita, também em relação às habilidades matemáticas o grau de instrução apresenta-se como a variável mais decisiva. Quase 80% dos entrevistados com até terceira série do ensino fundamental (3º ano primário) não ultrapassam o primeiro nível de alfabetismo matemático. Mesmo entre os entrevistados que concluíram da quarta à sétima série do ensino fundamental, é ainda muito significativo o número daqueles que permanecem no primeiro nível (38%). Só na população com, no mínimo, ensino fundamental completo é que mais de 80% atingem os níveis 2 e 3 de alfabetismo matemático.
Classe econômica e gênero também influenciam Outras variáveis também interferem no desempenho dos entrevistados no teste, mesmo quando controlado o grau de escolaridade. Sujeitos de uma mesma escolaridade, mas que pertençam a uma classe econômica mais alta, tendem a ter melhor desempenho no teste. Essa diferença pode estar relacionada a fatores associados à qualidade da escolarização do entrevistado e de seus pais, assim como ao acesso a bens materiais e culturais.
O mesmo acontece quando se compara o desempenho de homens e mulheres de uma mesma escolaridade. “A pesquisa constatou que os homens estão ligeiramente melhor preparados para lidar com problemas matemáticos do que as mulheres. Isso é explicado, em parte, pelo fato deles exercitarem a matemática com maior freqüência do que as mulheres em suas ocupações”, diz Márcia Cavallari, diretora-executiva do IBOPE Opinião, que realizou a pesquisa.
Ao contrário do que o observado na pesquisa relativa às habilidades de leitura e escrita, as médias de acerto atingidas pela população masculina em matemática estão cerca de dois pontos acima das médias das mulheres.
Conheça mais sobre o Inaf Matemática – 2002: - Versão integral em formato PDF - permite download - pode ser acessado clicando aqui.
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