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Perfil dos Professores NEPSO |
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No primeiro dia do V Congresso IBOPE UNESCO, todos os educadores foram convidados a responder uma pesquisa que levantou o perfil dos professores que utilizam o NEPSO - Nossa Escola Pesquisa Sua Opinião. Em tempo recorde, a pesquisa foi aplicada, tabulada, analisada e apresentada aos congressistas, graças ao apoio da equipe de profissionais da Millward Brown. Resultados como: sexo, idade média, perfil e grau de instrução do chefe da casa, formação e tempo de atuação, entre outros dados importantes, traçou a verdadeira "cara" do professor do NEPSO.
Veja a apresentação dos resultados (arquivo pdf).
Pesquisa Perfil dos Professores NEPSO
Por Fernanda Cury
A pesquisa realizada com os participantes do V Congresso IBOPE mostra o perfil dos professores que utilizam o NEPSO.
Foram entrevistados 75 docentes, dos quais 84% são mulheres e 16%, homens. A faixa etária predominante é entre 40 e 49 anos (32%). Além disso, é interessante ver que 15% têm mais de 50 anos, sendo que desses 4% estão acima dos 56 anos.
A grande maioria dos professores que responderam à pesquisa é do Estado de São Paulo (40%). O segundo estado mais representativo é o Rio grande do Sul, com 23%.
Foi constatado que, quando esses professores tinham entre 15 e 20 anos (idade de formação), a ocupação principal do chefe da casa era na área agrícola e de pesca (15%) e como comerciantes (15%) e sua formação, na maioria dos casos (35%), era primário (ensino fundamental I) incompleto. Cerca de 20% dos chefes da casa tinham primário completo ou ginásio (ensino fundamental II) incompleto e 13% tinham ensino superior.
A formação principal dos entrevistados é licenciatura completa (35%) e especialização lato sensu completa (31%). Notamos que 1% possui somente o curso de magistério em nível médio e que 6% possuem mestrado (3%) ou estão cursando (3%), além de 4% que possuem doutorado (1%) ou estão cursando (3%), o que pode ser considerado altamente positivo, demonstrando que os professores têm investido em sua formação profissional e acadêmica.
Em relação ao tempo de atuação do docente, há um grande equilíbrio: 20% atuam entre 6 a 10 anos e o mesmo percentual que atua de 10 a 15 anos. Um número significativo atua há mais de 20 anos (21%). 7% são bem novos na profissão: trabalham na área de 1 a 2 anos.
Outro fator positivo é o fato de 57% dos professores lecionarem somente em uma escola, mas é pode ser preocupante ver que 8% lecionam em 3 escolas e 1% em 4 ou mais.
A maioria dos professores que estavam presentes no V Congresso IBOPE UNESCO leciona em EJA - Educação de Jovens e Adultos (48%), em ensino fundamental II (41%) e em ensino fundamental I (39%), os dois últimos em escola pública.
Do total de professores, 24% leciona a disciplina de matemática, seguido de professores que lecionam todas as disciplinas (ensino fundamental I) (20%). Foi interessante notar que docentes de matemática vêm utilizando o NEPSO como ferramenta para ministrar uma disciplina tão importante de forma mais agradável e compreensível aos alunos.
93% dos professores lêem revistas e livros especializados regularmente, 88% acessam a Internet pelo menos uma vez por semana, 83% ouvem rádio e/ou lêem jornais pelo menos uma vez por semana. Vemos que os professores NEPSO são pessoas interessadas em manter um alto nível de informações, o que pode demonstrar um cuidado especial com o que será transferido aos alunos.
Reforçando os dados mencionados acima, verifica-se que, em relação à leitura de revistas especializadas, 61% lêem a revista Nova Escola, 40% lêem a SuperInteressante e 29% lêem a revista Educação, entre outras.
Os professores NEPSO também participam ativamente de atividades culturais, destacando-se que 53% assistem a palestras, 49% freqüentam museus e exposições de arte e 47% vão a espetáculos de música.
Nessa pesquisa, buscou-se também levantar algumas informações sobre atitudes gerais dos professores, com o objetivo de conhecer um pouco como pensam:
- 95% acreditam que devem lutar pela igualdade entre as pessoas;
- 93% consideram que reciclar é um dever de todos;
- 88% dizem aceitar as pessoas como são, independente de sua opção sexual;
- 76% julgam ser importante manter um relacionamento duradouro com um único companheiro;
- 76% crêem que deve-se permitir às crianças que se expressem livremente.
Interessante notar que 7% dizem não gostar de responsabilidade e preferem que lhes digam o que fazer.
Em relação a atitudes mais voltadas diretamente à educação, os professores manifestaram suas opiniões: - 45% são a favor da inclusão de alunos com deficiências / necessidades especiais nas escolas regulares, enquanto 9% são contra;
- 41% acreditam em cotas participativas nas universidades públicas como uma maneira de equiparar a defasagem de oportunidades em relação aos afro-descendentes e 23% não acreditam nisso;
- 40% estão convencidos que o aumento do ciclo de ensino fundamental de 8 para 9 anos foi uma medida acertada, pois contribui para uma melhor formação dos alunos, já 11% não se convenceram disso;
Chama a atenção ver que 27% dos entrevistados consideram que a boa formação dos professores é a única garantia de bom aprendizado, enquanto que 31% consideram que não.
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